Filme que era para rir, mas chorei. Uma segunda chance para amar

Roseane Mendes


Apesar das comemorações natalinas já terem passado, o clima ainda permanece. Para mim, o clima natalino permanece até o Ano Novo. Então vou falar de uma comédia romântica com temática natalina para ver agora. Uma segunda chance para amar é uma comédia romântica que arrisco afirmar ter um grau de profundidade. Fui assistir esse filme para me divertir e rir, mas chorei.


Em Um Segunda chance para amar a eterna mãe de dragões, Emilia Clarke, interpreta Kate. Kate é uma jovem inglesa que passa por um momento muito confuso em sua vida que se soma a um comportamento autodestrutivo e decisões muito equivocadas. Ela tem uma mãe super protetora e conservadora que se chama Petra (Emma Thompsom), uma irmã com quem tem uma relação distante e conflituosa que se chama Marta e um pai carinhoso e deslocado.



Para ganhar a vida, Kate trabalha como elfo em uma loja de temática natalina que funciona durante o ano todo. Ela conhece Tom (Henry Golding), às vésperas do Natal. Apesar de todas as barreiras imposta por ela, eles começam a construir uma relação de muito afeto.


Uma segunda Chance para Amar é uma comédia romântica com todos os clichês que nós fãs do gênero adoramos. Eu nunca critico os clichês do gênero porque é exatamente isso que espero quando assisto. Mas essa obra consegue se diferenciar de outras do mesmo gênero quando pede a nós espectadores que suspendamos nossas crenças e abracemos o pacto ficcional. Essa obra aborda a xenofobia ao mostrar uma família Iugoslava refugiada no Reino Unido que é uma clara referência ao Brexit. Os pais de kate são imigrantes que não se sentem acolhidos no país que escolheram viver. Porém, isso não é muito explorado já que é uma trama secundária. E também fala sobre transplante de órgãos.


Kate é uma personagem cativante, simpática, desastrada e um pouco sem noção. Já Tom, Henry Golding, é divertido, leve e um pouco misterioso. Ao contrário de Kate, Tom é uma pessoa muito positiva e sempre disposto a ajudar o próximo. 



Como já disse é uma obra com muito clichês românticos com algumas tiradas excêntricas e por vezes desconfortáveis já que a nossa mocinha não prima pelo bom senso. Tem uma trilha sonora muito divertida com músicas do George Michael, ídolo de Kate. Tem um plot que me fez chorar, mas é 90% divertido e casa muito bem com o clima natalino. Recomendo para aqueles que curtem o gênero comédia romântica.

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