Emily em Paris - Resenha

Roseane Mendes


Sei que estou muito atrasada para falar de Emily em Paris, já que foi a série mais comentada por quem se interessa pelo mundo da moda. Emily em Paris é uma série leve para pessoas que sabem que clichês em comédias romântica não é um problema, é uma fórmula. Acho que a nova série da Netflix não tem outra pretensão senão um entretenimento leve e despretensioso. Acho que é uma série para os saudosos de Sex and the City. A jovem especialista em marketing Emily é transferida para uma agência em Paris depois que sua chefe descobre estar grávida. 



Emily em Paris brinca com o choque cultural vivido pela protagonista. Muitos críticos fala dos exageros e dos clichês presentes na série, mas eu sinceramente não acho que isso seja um problema. Os produtores e roteiristas estão cientes das lentes de aumento postas na série, mas a comédia sempre fez uso desse tipo de artifício.


Os colegas de Emily não facilitam em nada a vida dela e por muitas vezes parecem bem idiotas. Se por alguma razão busca por uma protagonista que enfrenta grandes desafios, esse não é o caso de Emily. Aqui encontramos o clichês da heroína perfeitinha, inteligente, esperta, fashionista e bonita. Nenhum desafio dura mais que um episódio. 


Quanto ao figurino vi muitas fashionistas dizer que é um pouco brega, mas eu discordo. Acho que ele desempenham o papel para o qual foi desenhado. Se a intenção da série é mostrar um choque cultural entre a protagonista e os parisienses, nada como um figurino ultra colorido em meio ao figurino sóbrio e clássico dos nativos. Emily é a criatividade, a juventude e a expansão; enquanto os outros personagens parisienses são tradicionais, conservadores e clássicos. Portanto, o figurino mostra exatamente isso. A moda parisiense é clássica, tradicional e sóbria; enquanto a moda usada por Emily é criativa e ousada.


Eu particularmente prefiro o figurino parisiense, mas também gosto do figurino de Emily. A protagonista carrega na sua imagem o visual estrangeiro e arrisco dizer megalomaníaco americano, é um emaranhado de griffes que parecem ser o objetivo da personagem. Quanto a uma jovem recém promovida ter dinheiro para tanta griffe cara, já é algo questionável uma vez que não sabemos sua origem.

Eu indico a série com todas essas observações. Acho que a produção cumpre o papel que se propôs.

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