Como está o seu comportamento de consumo?

Roseane Mendes

Foram feitas muitas pesquisas de consumo durante essa pandemia de Covid 19 e elas mostraram algumas mudanças no nosso comportamento como consumidores. Pensando nisso, gostaria de saber como vocês estão consumindo e vou contar como eu estou consumindo. Na primeira semana da quarentena fiz o que acredito ter feito a maioria de vocês, fui até o supermercado e comprei tudo que julguei essencial. Adianto que não estoquei papel higiênico, acho isso loucura porque não vi faltar. E não consegui comprar álcool em gel porque esse sim estava esgotado. Consumi apenas o que era realmente necessário. Percebi um aumento de preço surreal, paguei o dobro por um pacote de feijão e o leite também custou o dobro. Mas, procurei manter minha cabeça no lugar e não cometer loucura. Não estoquei nada. Fiz minha compra como sempre fiz em relação a quantidades. Mas, e aquele consumo de supérfluos como uma blusinha nova, um shampoo novo, etc? Confesso que durante o primeiro mês não me fez nenhuma falta, o que me faz repensar meus hábitos de consumo. Porém, com o passar do tempo e a possibilidade dessa quarentena se estender mais, o consumo por impulso começou a querer se manifestar. Consumo este irracional e nada recomendado nem hoje nem nunca.

No entanto, no momento eu engrosso o número de desempregados do país e consumo por impulso pode ser doentio para mim. Afinal, adoecerá a manutenção das contas em dia e por consequência haverá um adoecimento mental. Pensando em tudo isso, algumas coisas foram muito elucidativas. A primeira é que não precisamos de tudo que acreditamos precisar. Nem estou falando daqueles supérfluos que sempre soubemos ser desnecessários, falo de coisas que acreditamos necessárias mas quando falta percebemos que não são. Outra coisa é a importância de sentir bem na própria companhia e na companhia daqueles que dividem o teto com você. Durante este período não temos fugas. Não temos a baladinha para ir, o barzinho para frequentar ou a casa do amigo para visitar. Portanto, precisamos enriquecer nossas formas de lazer e aprender a estarmos bem conosco.

Apesar da maioria de nós já termos o hábito de consumir pela internet, em março 40% das vendas feitas pela internet foram de consumidores que usaram este meio pela primeira vez(é o que diz alguns estudos). Por sua vez, eu diante de tudo isso tive menos vontade de consumir; portanto posso dizer que é o período em que menos consumi até mesmo pela internet. Por exemplo, por estar em casa não usei serviço de entrega de comida porque estou cozinhando. Vou colocar para aqueles que se interessarem um link de matéria sobre cinco tendências de consumo baseada em pesquisa de um especialista em psicologia do consumidor. Nessa matéria ele fala de uma coisa que havia observado em mim. Ele diz que marcas já testadas e estabelecidas serão priorizadas pelos consumidores e que novas e marcas e produtos terão dificuldade de mercado. Eu já me peguei procurando e comprando por marcas e produtos que eu já conheço e com zero vontade de testar coisas novas com medo de perder dinheiro. Antes, eu me arriscava mais ao consumir. Atualmente, quero zero risco.

Outro comportamento apontado por esse especialista, Peter Noel Murray, é o crescimento do DIY (Faça você mesmo). Segundo ele este comportamento continuará mesmo depois da quarentena porque as pessoas descobriram fins terapêuticos nessa atividade. Além disso, muitas pessoas estão descobrindo por exemplo como tratar e tingir os próprios cabelos e segundo ele esse comportamento perdurará por muito tempo. Eu sempre fui daquelas que faz as próprias unhas e cabelos. Somente no último ano que fui duas vezes ao cabeleireiro para fazer ombré hair. 

E vocês? Mudaram o comportamento de consumo ou não? Vocês acham que essas mudanças serão duradouras como aponta a matéria em que Peter Noel Murray participa? Deixo o link aqui.

Fiquem bem, cuidem-se e até breve.

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