Meu primeiro apartamento

Roseane Mendes


Ter um lugar para chamar de seu é um sonho de muitas pessoas, mas quando tomamos essa decisão pouco sabemos de tudo que precisaremos. As informações que encontramos são muito diluídas em diferentes sites. Eu particularmente realmente gosto de encontrar essas informações em blogs, porque acho mais pessoais. Porém , ao procurar, vi que a maioria das blogueiras que gostam de compartilhar essas informações têm uma realidade econômica diferente da minha; são, em sua maioria, mais privilegiadas financeiramente. Portanto, decidi compartilhar o como eu estou fazendo. Claro que estou ciente que eu também estou um pouco mais privilegiada que algumas pessoas, mas digamos que estou dentro do  padrão da maioria dos assalariados. 

Primeira coisa que analisei ao financiar um apartamento, meu apê é financiado, foi quanto ele me custaria além do preço das prestações do financiamento. A partir daí, apesar de desejar morar em um bairro melhor, decidi comprar no mesmo bairro que moro atualmente. E por que fiz isso? Moro na região metropolitana de Belo Horizonte e a cidade onde moro tem o IPTU mais baixo que o de BH. Além disso, quando compramos um imóvel pagamos algumas taxas para colocar esse imóvel novo em nosso nome, uma delas é o ITBI. Essa taxa é bem alta, porque custa 2% do valor do imóvel. Na cidade onde moro atualmente o primeiro imóvel tem 50% de desconto nesta taxa, e para aqueles que ganham até 3 salários mínimos (brutos) são isentos. Isso é uma economia muito considerável, mesmo pensando a longo prazo, já que você morará ali por muitos anos. Além dessa taxa ainda tem o gasto com o cartório como: FUNREJUS, registro, certidão e escritura.Tem um site onde você pode calcular o valor dessas documentações: http://www.sub100.com.br/empresas/imob/theodorado/simulador-escritura.php. Ah! É importante considerar que essa taxa varia de um lugar para outro, estando entre 2% a 5%. 

Além dessas taxas de transferência do imóvel, quando você o compra financiado deverá pagar um engenheiro para fazer a vistoria e o banco me fez uma venda casada de um seguro (é crime de acordo com o código do consumidor, mas como a gente precisa da aprovação de crédito acabamos por aceitar). Quanto ao financiamento não foi muito fácil conseguir a aprovação não. Isso porque queria financiar com a menor taxa de juros e quem faz isso são as estatais Caixa Econômica e Banco de Brasil que são chatérrimos para fazer a aprovação com essa taxa menor. Uma vez que você é aprovado algumas vendas casadas são feitas, como: a do seguro que disse anteriormente e a abertura de uma conta corrente com eles. 

Mas, antes de passar por todo esse processo de aprovação no banco e documentação; tem a escolha do imóvel. Como eu estava bem preocupada se caberia ou não no bolso, considerei algumas coisas. A primeira delas é o custo mensal com o imóvel, porque não basta considerar apenas o valor das prestações. Junto com ela teremos água, luz, internet e condomínio. Esse último eu sempre perguntava ao corretor, não dá para esquecer dele. Depois, eu escolhi um imóvel que tivesse um acabamento OK, porque não teria dinheiro para grandes reformas (arquitetos nem pensar). 

Essas seriam as considerações iniciais feitas por mim. Depois do imóvel adquirido vem a parte tão pesada quanto a compra, as mobílias. Isso ainda não fiz, está em processo. Farei postagens sobre essa montagem e mostrarei algumas compras com valores. Vamos finalizar esse post, já que as considerações iniciais estão aqui. O resto mostrarei para vocês aos poucos. Aliás, criei um instagram só para coisas relacionadas ao apartamento, sigam o @aparececa.

 Até breve!

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