Qual a nossa cota de cooperação para o caos?

Roseane Mendes


Ser uma pessoa melhor é uma batalha diária. Não é nada fácil. Ao contrário do que afirmava Rousseau, o homem não nasce bom. Nascemos egoístas, quando bebês nem dissociamos o que é o corpo de nossa mãe e o que é o nosso corpo. O mundo dos bebês são eles mesmos. Até que aprendemos que o mundo é imenso e somos um grão de areia neste mundão. 


Todos os dias temos que nos esforçar para dar nosso melhor, e todos os dias falhamos em algum momento. Mas, tudo bem falhar. Só não podemos é nem tentar. Manter a esperança, o otimismo, o amor ao próximo é o nosso desafio. Atualmente, com tantos escândalos políticos e financeiros é um desafio e tanto. Porém,  esse mundo imenso do qual somos apenas um grão de areia; reflete  todas as emoções desses grãos de areia. 

Vivemos em tempos de ódio e intolerância, porque alimentamos isso em nós todos os dias. Até mesmo quando lutamos contra esse ódio e intolerância fazemos sob o efeito desses sentimentos. Fazer o bem não é fácil, poderá ser julgado e mal interpretado. E como fazer o bem se temos que lutar pela sobrevivência diariamente? É tão fácil culpar o outro e apontar as suas falhas. No entanto, as nossas falhas são justificáveis, aceitáveis.Qual a nossa cota de cooperação para o caos? Tudo é consequência. Não passamos por nada que não mereçamos passar.

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