Nas telonas. Viva - A vida é uma festa (Sem spoiler)

Roseane Mendes

No dia 09 de janeiro eu fui assistir Viva - A vida é uma festa, cujo título original é Coco. Procurei saber o significado do título original, mas não tive muito sucesso. A explicação mais plausível  foi essa aqui. Segundo a produtora Darla K Anderson para o Digital Spy :"Nos sentíamos atraídos por el nombre de Coco. Es un poco misterioso, tiene cordialidad, tiene muchos significados diferente, pero lo que más nos gustaba es que es el nombre de la bisabuela, quien es la matriarca de la familia y abarca todas la generaciones y conecta todo. Realmente nos quedamos con eso"(Tradução minha: " Nos sentimos atraídos pelo nome Coco. É um pouco misterioso, possui cordialidade, têm muitos significados diferentes, porém o que gostamos mais é que é o nome da bisavó, que é a matriarca da família e une todas as gerações e conecta tudo. Escolhemos esse").  

Os diferentes significados de Coco que Darla fala podem ser: na linguagem infantil pode se referir a bicho papão, no coloquialismo pode ser uma mulher tola, ou na linguagem padrão o fruto mesmo.

Passando por essa longa tentativa de entendimento do título original, o filme da Pixar é muito fofo. Além de ser divertido, ele garante a sua porcentagem de emoção e reflexão sobre o valor da família na cultura latina, e também aborda a espiritualidade na cultura mexicana. 

Viva - A Vida é Uma Festa (Coco) conta a história de Miguel um menino que sonha em ser um músico, mas a família é contra. Neste contexto o filme aborda a questão do legado das gerações, o perdão e a busca da realização de um sonho. Como o sonho do Miguel é ser um músico reconhecido a música é o centro dessa narrativa que é ambientada no Dia dos Mortos mexicanos.

Miguel luta pelo direito de realizar seu sonho, e durante essa luta obstinada aprende lições sobre perdão, legado e até onde vale a pena ir por um sonho. 

Eu assisti na versão 3D, embora não seja especialista nesta tecnologia; arrisco dizer que as texturas e as profundidades são de uma qualidade impressionantes. Confesso que achei o filme bem estereotipado, segue a arrisca o esteriótipo da cultura mexicana. Em uns poucos momentos até me incomodei, mas logo me esqueci. Afinal, o que é a animação senão uma reprodução de esteriótipos. 

Apesar de não se tratar em nada de um drama, lágrimas podem rolar. A emoção se faz presente na animação, emoção essa que nos lembra o tão conhecido "dramalhão mexicano" (que eu amo). Os personagens são movidos por suas paixões e entusiasmo. Vale muito a pena ver.

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