segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sofá e pipoca: Cuba libre

Por Rose



!Hola, chiiiiiiiicas! Hoje o Sofá e Pipoca é de novo com o “guapísimo” Gael Garcia, mas ele não é protagonista. A história é narrada segundo o ponto de vista de um menino. O filme começa com o garoto assistindo ao filme de Julie (com Dóris Day). Mas são tempos de guerras e a energia é corta como represaria. Cuba Libre tem como base a ditadura Batista vista sobre os olhos de uma criança. Misturando sonhos infantis e as radicais mudanças políticas da revolução cubana. Essa criança descobrirá que crescer é um processo doloroso, no qual todos os seus atos terão conseqüências imutáveis.

È no ano de 1958, último ano do regime de Batista. Fidel Castro e seus revoltosos apoiantes começam a se aproximar da capital, enquanto isso na pequena cidade de Holguin Che (não é o Guevara) e Beta cuidam da sua família alternando a boa convivência entre as autoridades e os rebeldes. Ao mesmo tempo em que seu neto descobre o primeiro amor e a dura realidade da vida adulta.

Tudo isso é mostrado de maneira muito poética e sensível. Eu recomendo.

Beijos.

domingo, 6 de novembro de 2011

Na cabeçeira: A Abadia de Northanger (Jane Austen)

Por Rose



Oi, meninas! Acho que vocês já devem ter pensado: Será que essa pessoa não lê? Já que nunca postou aqui uma sugestão de leitura. Mas, eu leio sim. Confesso que menos do que gostaria, mas leio muito (porém muitos livros, devido meu trabalho). Então decidi que toda vez que terminar uma leitura (que eu tenha escolhido para lazer) , postarei aqui algum parecer sobre o livro lido. Até porque nós mulheres temos muito conteúdo além da beleza. (kkkkkk, quanta modéstia!!!)

O livro da vez é A Abadia de Northanger de Jane Austen. Devo dizer que sou adepta a leitura de clássicos, uma vez ou outra que eu leio algum Best seller. Como já disse em posts anteriores (sobre filmes) curto bastante Jane Austen. O que chamou minha atenção nesta obra é como Jane mostra a dissimulação, o jogo de interesses e a ambição que fazem parte da sociedade de uma forma quase banal e natural.

A protagonista deste romance é Catherine Morland uma jovem de dezessete anos. Austen apresenta a Catherine como sendo tudo menos uma heroína, já que esta não é uma jovem de beleza extraordinária e nem dona de uma vivaz inteligência. A Srta. Morland por muito tempo não foi dada a leitura, preferia as brincadeiras de meninos, e tinha grande preferência pelo cricket... aos prazeres mais heróicos da infância, como cuidar de um arganaz, alimentar um canário, ou regar flores. Não sabia desenhar e tocava muito mal ao piano. Catherine era reconhecida por seus pais como sendo “quase bonita”. Mas, ela é íntegra e ingênua. Tão ingênua que vai ser levada por uma amizade insincera e vaidosa.

Diferentemente de outros romances de Austen, nesse a nossa heroína é quem vai se apaixonar e aos poucos conquistar o coração do nosso herói o Sr. Tilney, um jovem de família rica.

Catherine recebe do Sr. e Sra. Allen um convite para viajar a Bath, convite este aceito com entusiasmo por ela. Chegando a Bath tudo parece não ser muito proveitoso já que os Allen não possuíam muitos conhecidos. Porém tudo muda quando a Sra. Allen reencontra uma amiga, a Sra Thorp que tem filhas da mesma idade que Catherine.

Catherine Morland e Isabella Thorp começam uma amizade quase imediata e passarão a maior parte do tempo juntas. Logo, o irmão de Catherine, James, se apaixona por Isabella e o irmão desta; John, tenta conquistar o coração de Catherine. Mas o Sr, Thorp se mostra muito vaidoso e tolo o que o afasta ainda mais do seu objetivo. Catherine disposta a se aproximar de Henry Tilney se aproxima de sua irmã, começando assim uma sincera amizade. Mais tarde, recebe da família Tilney um convite para passar uma temporada em Northanger na casa da família: uma abadia.

Neste tempo em que passa com os Tilney, a Srta Morland descobre que as pessoas podem ser bastante insinceras e interesseiras, o que deixa a nossa ingênua heroína desconcertada.

Jane por meio dessa obra faz observações bastante sagazes e críticas ferozes sobre a sociedade do século XIX (porém essas críticas se encaixariam muito bem a atualidade). Ela aponta o cinismo, a vaidade, o jogo de interesses como sendo elementos constantes da sociedade da época, na qual os sonhos são postos como infortúnios. Porém, essas críticas são feitas de forma leve e divertida. Aqueles personagens que se mostram os mais gentis e açucarados, são os mais interesseiros e insinceros.

A Abadia de Northanger é uma obra divertida e contemporânea. Sim, contemporânea. Já que podemos identificar todas as características da sociedade do séc.XIX na nossa sociedade. Leiam!!!! Vale muuuuuito a pena!!!!



Beijos.